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Quem é Cleylton Mendes e por que sua visão importa
Cleylton Mendes é advogado e entusiasta de Inteligência Artificial, com atuação voltada à proteção de dados e à interseção entre tecnologia e prática jurídica. Sua visão une o rigor do direito com a capacidade transformadora das ferramentas digitais modernas.
Durante o DPOday 2026, evento anual que reúne especialistas, profissionais e líderes da área de privacidade e proteção de dados, Cleylton compartilhou uma perspectiva que vai além da conformidade legal. Para ele, a LGPD no Brasil avançou menos pelo medo de penalidades e mais pela conscientização promovida pela própria comunidade jurídica em eventos como esse.
Ao longo de seu depoimento, um ponto ficou evidente: o maior obstáculo dos profissionais de dados não é técnico. É a falta de tempo para fazer o que realmente importa.
Quando o problema não é saber, mas ter tempo para aplicar
Imagine um técnico de segurança do trabalho que passa 80% do seu dia preenchendo relatórios manuais de inspeção. Esse tempo preso ao papel é o tempo que ele não está no pátio observando comportamentos de risco. Na proteção de dados, o desafio é idêntico.
Muitos profissionais dominam a legislação e conhecem os processos, porém ficam soterrados por tarefas repetitivas e burocráticas que consomem horas que deveriam ser dedicadas ao que realmente gera valor: entender o negócio do cliente e proteger as pessoas por trás dos dados.
A IA como a mão adicional que faltava
Cleylton é direto ao afirmar que a Inteligência Artificial é a razão pela qual ele consegue ser um profissional melhor. Não porque a máquina pensa por ele, mas porque ela assume o repetitivo para que ele possa focar no estratégico.
Na segurança do trabalho, sistemas inteligentes já analisam imagens de câmeras para detectar se um funcionário está sem o equipamento adequado. Na privacidade de dados, a IA mapeia fluxos de informações sensíveis em segundos, algo que levaria semanas de trabalho manual. Apesar disso, muitas organizações ainda resistem a essas ferramentas, sem perceber que a tecnologia é o EPI intelectual que protege contra erros causados pelo excesso de carga de trabalho.
O que muda na prática
Quando a IA assume o operacional, o profissional sai da bolha jurídica e mergulha na rotina do cliente. O tempo liberado permite entender como os dados circulam dentro da operação. As decisões passam a ser tomadas com mais contexto e menos pressão. E a qualidade das entregas aumenta sem aumentar a equipe.
Impactos reais da IA na segurança de dados e pessoas
A adoção da IA na proteção de dados gera impactos concretos em várias dimensões. No campo normativo, o fim da lei conselho: leis sem penalidade são apenas sugestões, mas a IA exige dados treinados e seguros para funcionar, o que força as organizações à conformidade de forma orgânica. No campo social, a percepção muda à medida que a sociedade passa a cobrar das empresas uma postura responsável sobre como as máquinas são alimentadas com suas informações. No campo humano, a humanização do trabalho ocorre ao delegar o repetitivo à máquina, permitindo que o profissional exerça criatividade e empatia no atendimento e no cuidado com o cliente. E no campo técnico, as respostas se tornam mais qualificadas, pois ferramentas que compreendem contexto entregam soluções muito mais precisas para problemas complexos de segurança e privacidade.
O papel da conscientização coletiva
Um ponto central no depoimento de Cleylton é que a LGPD ganhou força no Brasil pela voz da própria comunidade jurídica, não apenas pela ameaça de multas. Eventos que reúnem profissionais, especialistas e líderes do setor criam um efeito multiplicador que nenhum regulamento consegue sozinho.
Contudo, essa conscientização precisa ser contínua. O mundo da privacidade muda rapidamente, e a imersão em ambientes que concentram o que há de mais atual prepara as instituições para os desafios que ainda estão por vir. Quando as pessoas entendem que seus dados e suas vidas são valiosos, a conformidade deixa de ser um gasto de TI e passa a ser uma exigência de mercado.
Benefícios da automação com propósito
A automação orientada a resultados traz ganhos tangíveis para as equipes de proteção de dados: visibilidade de riscos, com a identificação de falhas em processos antes que gerem incidentes críticos; ganho de escala, permitindo proteger grandes volumes de dados com a mesma precisão de um trabalho individualizado; e melhoria das respostas, com a IA gerando planos de ação rápidos diante de vazamentos ou incidentes de segurança.
Tecnologia a serviço da humanidade
A mensagem de Cleylton Mendes no DPOday 2026 é simples e poderosa: a tecnologia deve servir para proteger a vida. Seja por meio de um sistema inteligente de monitoramento ou de uma ferramenta que automatiza a documentação de conformidade, o objetivo final é garantir que o ser humano possa trabalhar e viver com dignidade.
A conformidade não é o fim. É o meio para criar um ambiente onde a segurança, a privacidade e o tempo humano sejam verdadeiramente respeitados.
O próximo passo é reconquistar o seu tempo
Se a sua operação ainda depende de processos manuais que consomem horas do seu time, o momento de evoluir é agora. Ferramentas certas existem para que profissionais como você possam focar no que realmente importa.
Como a Inteligência Artificial Devolve o Ativo Mais Valioso do Profissional de Dados
Perguntas frequentes sobre como a IA libera o tempo dos profissionais de privacidade, o impacto da automação na qualidade das entregas e por que a tecnologia humaniza — em vez de substituir — o trabalho com dados
O maior obstáculo não é técnico. É a falta de tempo para fazer o que realmente importa. Muitos profissionais dominam a legislação e conhecem os processos, mas ficam soterrados por tarefas repetitivas e burocráticas que consomem horas que deveriam ser dedicadas ao que gera valor real: entender o negócio do cliente e proteger as pessoas por trás dos dados.
A analogia é precisa: imagine um técnico de segurança do trabalho que passa 80% do seu dia preenchendo relatórios manuais de inspeção. Esse tempo preso ao papel é o tempo que ele não está no pátio observando comportamentos de risco. Na proteção de dados, o desafio é idêntico.
Quando o profissional está preso ao operacional, ele perde a capacidade de sair da bolha jurídica e mergulhar na rotina do cliente — que é exatamente onde as decisões mais relevantes de privacidade precisam ser tomadas.
A IA não pensa pelo profissional — ela assume o repetitivo para que ele possa focar no estratégico. Assim como sistemas inteligentes na segurança do trabalho analisam imagens de câmeras para detectar funcionários sem equipamento adequado, na privacidade de dados a IA mapeia fluxos de informações sensíveis em segundos, algo que levaria semanas de trabalho manual.
Na prática, quando a IA assume o operacional, as mudanças são concretas:
- O profissional sai da bolha jurídica e mergulha na rotina do cliente
- O tempo liberado permite entender como os dados circulam dentro da operação
- As decisões passam a ser tomadas com mais contexto e menos pressão
- A qualidade das entregas aumenta sem necessidade de ampliar a equipe
A tecnologia funciona como um EPI intelectual: protege contra erros causados pelo excesso de carga de trabalho e permite que o profissional exerça criatividade e empatia no atendimento e no cuidado com o cliente.
A adoção da IA na proteção de dados gera benefícios que vão além da produtividade individual e impactam diretamente a segurança das organizações e das pessoas:
- Visibilidade de riscos: identificar falhas em processos antes que gerem incidentes críticos
- Ganho de escala: proteger grandes volumes de dados com a mesma precisão de um trabalho individualizado
- Respostas mais qualificadas: gerar planos de ação rápidos e precisos diante de vazamentos ou incidentes de segurança
- Conformidade orgânica: a IA exige dados treinados e seguros para funcionar, o que naturalmente força as organizações a adotarem boas práticas de governança
- Humanização do trabalho: ao delegar o repetitivo à máquina, o profissional recupera espaço para exercer criatividade e empatia no cuidado com o cliente
O resultado é uma operação mais resiliente, onde a tecnologia e o julgamento humano atuam de forma complementar — cada um fazendo o que faz de melhor.
A LGPD ganhou força no Brasil principalmente pela voz da própria comunidade jurídica, não apenas pela ameaça de multas. Eventos que reúnem profissionais, especialistas e líderes do setor criam um efeito multiplicador que nenhum regulamento consegue sozinho: quando as pessoas entendem que seus dados e suas vidas são valiosos, a conformidade deixa de ser um gasto de TI e passa a ser uma exigência de mercado.
Contudo, essa conscientização precisa ser contínua. O mundo da privacidade muda rapidamente, e a imersão em ambientes que concentram o que há de mais atual prepara as instituições para os desafios que ainda estão por vir. A percepção social também avança: a sociedade passa a cobrar das empresas uma postura responsável sobre como as máquinas são alimentadas com suas informações.
A mensagem central é simples e poderosa: a tecnologia deve servir para proteger a vida. A conformidade não é o fim — é o meio para criar um ambiente onde a segurança, a privacidade e o tempo humano sejam verdadeiramente respeitados.